Quando dá certo

Uma coisa é compor, outra coisa é compor com alguém. Músicos, instrumentistas, letristas, podem compartilhar de uma mesma intenção de musicar, mas os processos, tempos, referências, métodos, musas variam de forma assustadora. Não é raro tentar fazer uma música com alguém e não conseguir. As ideias podem não bater, os acordes podem não bater e até a inspiração pode ser de natureza distinta.

Uma parceria é algo tão sensível, que às vezes, até mesmo com uma grande sintonia, acontece de não dar frutos ou dar em uma canção pobre e chata.

Quando funciona é lindo demais. É algo além do domínio da técnica, além da sensibilidade… É uma fusão incontrolável. Uma sucessão de acertos que fazem sorrir. E um resultado que você jamais seria capaz de fazer sozinho.

No meu intercambio na Espanha, numa tarde em que o inverno finalmente se despedia, sentamos num gramado para nos reavermos com o sol e com as coisas do exterior. Nessa tarde, eu Gabriel Costaguta e Renato Fernandes na presença de outros amigos costuramos sorridentes o que veio a ser a “Trovoada clandestina”. Chegamos a tentar em outros dias outras músicas que não passaram de seus começos. Mas essa ficou e leva consigo um momento de grande sintonia e de uma amizade quem segue perdurando independente da distância. Fica aqui meu abraço à Bahia e ao Rio Grande do Sul e todo esse Brasil que nos envolta.

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