Vivendo com um eu ansioso.

Talvez por um sinal dos tempos, pela velocidade da internet, pelos cortes rápidos dos videoclipes ou por todo o fastfood que eu comi desde criança, sou assim, ansioso. O coração vive na garganta, a perna vive nervosa e muitas situações são desconfortáveis sem razão aparente, tanto na rua quanto em casa. Dificilmente encontro a calma e a tranquilidade. É preciso um autocontrole constante, exaustivo. A ansiedade é uma portinha para a depressão, pois ela vai te tirando de várias atividades, te afastando das pessoas, dos livros, de tudo que pode ser duradouro, processual e gostoso. Ficar deitado querendo fazer tudo, mas sem força para levantar é normal. O pior é que isso pode ser uma normalidade do mundo, esse pode ser o mal-estar defaut da civilização. O que muda é como lidamos com esses tormentos. Eu vou levando. Tem dias que, absolutamente sem explicação, consigo me sentir bem. Não é duradouro. Pode ser algo de horinhas. No máximo alguns dias. Mas é maravilhoso. São minutos que valem a pena serem esperados para serem vividos. Um dia eu estava tentando compor uma música depois de um bom tempo sem nem pegar no violão. Por sorte, pude viver essa virada de humor no meio da composição. O resultado foi essa música aqui, que não me cansa de fazer sorrir.

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